A PSICOTERAPIA DE GRUPO.....

1- O QUE É A PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA DE GRUPO?

A psicoterapia psicanalítica de GRUPO tem princípios teórico-clínicos semelhantes aos da psicanálise e da psicoterapia psicianalítica INDIVIDUAL, destinando-se também ao tratamento de perturbações psicológicas, de problemas de personalidade/relacionamento e dos factores inconscientes que afectam todo o funcionamento mental do paciente.

Na psicoterapia psicanalítica de grupo, os grupos podem ter entre 5 a 8 elementos e as sessões têm a duração de 90 minutos, com uma periodicidade semanal (em alguns casos, dependendo das problemáticas em causa, pode ser quinzenal).

2- QUAIS SÃO AS VANTAGENS DE SER EM GRUPO?

Com a ajuda do terapeuta e dos outros participantes, a terapia de grupo permite descobrir, transformar e enriquecer o modo de Relacionamento Interpessoal de cada um dos membros. O grupo de terapia proporciona:

a) Sentimentos de conforto e amparo através de um ambiente de suporte, respeito e empatia.

b) Uma troca mútua e gratificante de experiências afectivas importantes, permitindo que cada indivíduo se observe, se reconheça e se re-invente na relação com os outros.

Em comparação com a terapia individual:

a) As pesquisas científicas demonstram que a terapia de grupo é, em alguns casos, mais eficaz para melhorar as relações e sintomas associados a certas patologias.

b) Em termos económicos, cada paciente pode pagar menos de metade e ter acesso ao dobro das sessões mensais.

3 - A QUEM SE DESTINA?

A pessoas com Disponibilidade Psicológica – ou seja, com disposição e motivação para:

a) Examinar os seus próprios sentimentos e comportamentos, para ouvir e ser ouvido num contexto de interacção afectiva.

b) E para alterar ou resolver os aspectos de si mesmo que lhe causam diversos graus de sofrimento e incapacidade.

Existem Grupos para crianças, adolescentes e adultos.

4- PARA QUE PATOLOGIAS?

Perturbações ansiosas, tais como fobias, pânico, stress, stress pós-traumático, etc.;
Perturbações depressivas e lutos (associados à perda de pessoas afectivamente significativas);
Perturbações psicossomáticas;
Perturbações ao nível da dinâmica conjugal e familiar e, de modo geral, ao nível das relações interpessoais (colegas de trabalho, de estudo, amigos, etc.);
E, de modo geral, para muitas outras problemáticas tratadas também através da psicoterapia individual - ver Psicoterapia Psicanalítica;

5- COMO FUNCIONA?

Há 3 passos essenciais:

Primeiro: É realizada uma primeira consulta: Consulta Inicial de Avaliação – nesta, o terapeuta ouve os motivos e compreende as motivações do paciente, ajuda a organizar os objectivos terapêuticos e avalia (em conjunto com o paciente) se a terapia de grupo é a opção mais adequada para resolver as dificuldades apresentadas.

Segundo: Realizam-se algumas Sessões de Preparação Individual (o número de sessões é combinado com o terapeuta em função da data previsível de entrada no grupo).

Aqui, são esclarecidas dúvidas, expectativas e receios iniciais; são fornecidas indicações concretas sobre como aproveitar o melhor possível a terapia de grupo; e são estabelecidas regras importantes, entre as quais a regra ética fundamental da confidencialidade (sigilo rigoroso sobre o que cada paciente revela no grupo), a ausência de contacto entre os pacientes fora do grupo, etc.

Terceiro: Início ou entrada no Grupo.

Importa sublinhar que existem algumas características especiais para que o Tratamento em Grupo seja bem sucedido: algumas delas incluem a necessidade de os elementos do grupo serem desconhecidos entre si antes de entrarem para o grupo, o não poderem estabelecer contactos fora do grupo, etc. Estas e outras características são enunciadas e explicadas pelo terapeuta na primeira sessão.

6- QUE RESULTADOS ESPERAR?

É legítimo esperar vários resultados significativos:

A) Cada membro do grupo, ao ouvir os outros e ao colocar-se no seu lugar, aprende a descobrir aspectos importantes sobre si mesmo – por exemplo: Como se comporta com os outros (quais os seus pontos fortes e fracos); como os outros o vêem realmente (tenso, afectuoso, indiferente, etc.); porque faz o que faz na relação com os outros (ou seja, entende as suas motivações profundas e verdadeiras).
B) O paciente torna-se uma melhor testemunha do seu próprio comportamento, e logo compreende melhor o impacto desse comportamento sobre os sentimentos e opiniões dos outros.
C) Compreende de que forma ele próprio é o autor e protagonista da sua história de vida e das suas relações com os outros. Sendo o protagonista, o paciente tem o poder de mudar os aspectos que o fazem sofrer.
D) Transforma os comportamentos e relações que lhe causam sofrimento, em novas maneiras de estar com os outros, mais gratificantes, com menos sofrimento e menos sintomas.
E) Gradualmente começa a arriscar essas novas maneiras de estar com os outros, não só no grupo, mas também no exterior: a ansiedade social diminui, aumentam a auto-estima e a confiança nas suas relações presentes e futuras.