A PSIQUIATRIA.....

O QUE É A PSIQUIATRIA?

A psiquiatria é um ramo da medicina que se especializou no diagnóstico e tratamento da psicopatologia, bem como na reabilitação dos doentes mentais. O principal objectivo da intervenção psiquiátrica é o alívio dos sintomas associados à doença mental, recorrendo para isso a metodologias bioquímicas diversas - sobretudo medicamentos psicotrópicos, cuja especificidade lhes confere valor terapêutico, desde que criteriosamente prescritos (em regra, pelo médico com especialização em psiquiatria, e não pelo médico de clínica geral, como muitas vezes acontece) e também rigorosamente usados (pelo paciente).

Apesar de a psiquiatria ter raízes na Psicopatologia Kraepeliana - cujo objectivo era sobretudo classificar [rotular] as doenças mentais - a psiquiatria moderna, enquanto disciplina científica que se soube actualizar, conjuga hoje as Técnicas Farmacológicas com os Modelos de Compreensão [empatia] da pessoa humana por detrás da doença. Para isso, muito têm contribuído as ligações da psiquiatria com a psicologia, razão pela qual alguns psiquiatras possuem Formação Psicoterapêutica e/ou trabalham em complementaridade com Psicoterapeutas, o que permite avançar do ALÍVIO dos Sintomas para a RESOLUÇÃO das problemáticas afectivas que se escondem por detrás dos sintomas e da própria doença mental.

Sendo reconhecido que o alívio dos sintomas (através dos medicamentos psicotrópicos) pode ajudar e potenciar o próprio processo psicoterapêutico (sobretudo em perturbações psicóticas, em fase aguda), casos há em que isso não é verdade - nesses casos, o alívio ou desaparecimento RÁPIDO dos sintomas, longe de significar o desaparecimento da patologia, vem implicar sim um ATRASO na detecção e tratamento das suas verdadeiras causas (o que pode levar a que a doença se torne crónica e/ou se torne numa parte da própria personalidade do paciente).

Por tudo isto, os psiquiatras modernos e actualizados procuram chegar ao Diagnóstico Etiológico correcto (que significa procurar a Causa), em vez de rapidamente tentarem fazer desaparecer os Sintomas que são, muitas vezes, os sinais de alerta de doenças mentais graves.

Por exemplo, a INSÓNIA é uma das mais frequentes perturbações do sono: o paciente queixa-se que não dorme bem, não consegue adormecer, acorda a meio da noite ou não consegue mesmo dormir - ora, quase sempre, existem razões do foro emocional que motivam a impossibilidade de usufruir de um sono saudável e reparador. Ainda assim, para a Insónia (tal como para outras perturbações) existem 2 tipos de terapêuticas:

A) A Terapêutica Sintomática - que significa eliminar rapidamente a Insónia e dessa forma eliminar o interesse (do paciente) e a possibilidade (do médico) de investigar a causa da Insónia; o que acontece é que, como a causa persiste, o sintoma pode regressar com maior intensidade ("exigindo" outras doses ou tipologias medicamentosas), ou apenas transmutar-se em outro tipo de sintoma (perturbação alimentar, da atenção, etc.).

B) A Terapêutica Etiológica - que significa investigar em profundidade a causa da Insónia, muitas vezes ligada a um sofrimento mental profundo (Luto Patológico, Depressão, Ansiedade de Separação, etc.); outras vezes a Insónia pode ser o indicador precoce de uma doença mental de tipo psicótico. Só a investigação da causa o pode determinar.

A Terapêutica Sintomática é eficaz, mas não é eficiente, podendo mesmo ser perigosa - embora o seu perigo tenda a passar despercebido, já que se enquadra perfeitamente na modalidade sócio-cultural hoje em voga: «Se é rápido, é bom...», para além de se encaixar nas políticas de saúde das instituições ("rapidez, rapidez") e de muitas vezes corresponder ao "pedido" do paciente (que deseja ignorar, e não enfrentar ou resolver as problemáticas que verdadeiramente o afligem).

Os medicamentos psicotrópicos são aliados terapêuticos muito importantes do psiquiatra, mas não são ou não devem ser formas "estatutariamente legalizadas" para a promoção de farmaco-dependências e farmaco-manias "cientificamente permitidas". Até porque sabemos hoje que a Dependência e a Mania (que é ela própria a negação da dependência) são os pólos entre os quais transcorre a Doença Mental.

É, portanto, fundamental sublinhar que os psiquiatras não são promotores de dependência, ou seja, não são "farmaco-passadores" (ou, humoristicamente, "Dealers Legalizados"); porque a Psiquiatria («Psiché» + «iatreía») não vai no sentido da doença («Pathos»), mas sim no sentido da cura («iatreía») da psique.

Hoje em dia, os psiquiatras trabalham em conjunto com os psicoterapeutas para dar uma resposta mais ampla e completa às necessidades terapêuticas de cada paciente.

A PSICOTERAPIA INDIVIDUAL.....

O acompanhamento psicológico e a psicoterapia individual consistem num processo de crescimento emocional e desenvolvimento pessoal, com o aumento do auto-conhecimento.

Numa nova relação de empatia, disponibilidade e confiança - podendo experimentar a liberdade de novas formas de sentir e pensar sobre si próprio - a pessoa e o psicoterapeuta formam uma aliança, com o objectivo do reconhecimento, compreensão e resolução das dificuldades internas para as quais pede ajuda.

Trata-se de um novo olhar - “a dois”- sobre si próprio, com a descoberta de novos ângulos e perspectivas sobre as dificuldades e as suas origens, para poder libertar-se dos seus efeitos e “recuperar o leme”, juntamente com a força e o potencial, do que em si é mais autêntico.

Tal como outras modalidades terapêuticas, são regidos por um rigoroso código de valores éticos, de entre os quais, o respeito pela autonomia da pessoa, a sua privacidade e a confidencialidade do que nos diz.

Assim, a terapia individual pode ser feita com base em várias correntes teóricas: (ver os vários tipos de terapias em "artigos disponíveis").

A PSICOTERAPIA DE CASAL.....

A psicoterapia de casal é um caminho onde a procura e o pensar “a dois”, com o psicoterapeuta, tem como objectivo identificar, compreender e ajudar a superar dificuldades ou impasses surgidos na relação conjugal, ampliando as possibilidades de uma vida mais satisfatória para ambos.

É indicada para casais em diferentes fases do ciclo de vida e com dificuldades diversas, de entre as quais, e com frequência se destacam as seguintes:

- Casais cuja insatisfação na relação se arrasta há um longo período de tempo, por vezes há vários anos, e que se manifesta por várias queixas;

- Casais com uma relação satisfatória anterior e que se deparam subitamente com uma situação de crise, que põe em causa a continuidade ou a qualidade da relação, podendo aparentemente ter sido desencadeada por um ou por ambos os membros;

- Casais com uma relação satisfatória mas que receiam que algumas circunstâncias, presentes ou futuras prejudiquem a relação, como é o caso, entre outros, de casais que constituiriam uma nova relação após divórcio de um ou de ambos.

A PSICOTERAPIA FAMILIAR.....

«De tal gente, tal semente.
« De tal ninho, tal passarinho.»
(Ditados populares portugueses)

Longe vai o tempo - embora ainda não suficientemente longe - em que a família era vista, em termos psiquiátricos, como uma fonte de doenças geneticamente transmitidas. É um pouco por isso que, ainda hoje, proliferam estudos sobre os mecanismos de transmissão genética e sobre a prevalência de doenças mentais na família - como tudo seria cientificamente simples (mas pseudo-científico) se pudéssemos encontrar «esse géne maldito» e imputar-lhe a grande responsabilidade pela depressão ou esquizofrenia que o filho tem; e que a mãe também tem; e que, afinal, a avó já tinha.

Para o paciente, a "explicação" genética tem benefícios óbvios, mas apenas ilusórios - «a responsabilidade da forma como me sinto, me comporto e me relaciono com o mundo não é minha, é do géne maldito» - e que são na verdade prejudiciais - «se a responsabilidade é do géne, o meu destino já estava marcado, não posso alterar a minha conduta, não me coloco em causa enquanto pessoa, logo, não procuro o tratamento adequado».

As ciências médico-psicológicas evoluíram, alargaram o seu campo de investigação, e já nada é assim tão redutora e confortavelmente simples. A maior parte das doenças mentais (que são as chamadas doenças funcionais ou de base predominantemente não-orgânica) são "transmitidas", não pela acção determinante de um géne causador e determinante, mas através das relações afectivas precoces, dos padrões de relacionamento adquiridos na família e que servem de modelo de reacção psicológica aos acontecimentos ao longo da vida.

A FAMÍLIA não é um ninho de "doenças genéticas", mas um ninho de afectos e de relações formadoras da personalidade. São esses padrões de personalidade que as pessoas transportam dentro de si e que se reflectem de geração em geração, incluindo:

1- A Família Nuclear Tradicional: pais e filhos - são estas as relações mais importantes porque formam o NÚCLEO da personalidade.

2- A Família Extensa: alargada a várias gerações - são também muito importantes na medida em que podem colmatar eventuais falhas ou carências ao nível das relações nucleares.

3- Outros elementos significativos: amigos, vizinhos, etc.

O QUE É A TERAPIA FAMILIAR?

A terapia familiar é um método psicoterapêutico realizado através de sessões conjuntas com os elementos de uma família, mesmo que a ajuda psicológica seja solicitada apenas para um dos membros, com o objectivo de trabalhar as relações internas da família enquanto sistema relacional no seu todo.

A patologia não é vista como pertencendo a um determinado membro da família, mas como uma disfunção do sistema familiar, que inclui modelos de comunicação e interacção afectivas.

As famílias que procuram a terapia familiar são aquelas nas quais, de alguma forma, o seu processo de desenvolvimento ficou bloqueado, não conseguindo por si mesmas criar respostas alternativas às dificuldades do seu quotidiano. Assim, a terapia
familiar constitui um espaço de comunicação, descoberta e compreensão conjunta dos modos de funcionamento da família enquanto grupo total, procurando a resolução do problema ou da queixa, mediante o encontro de um novo equilíbrio nas relações e no sistema familiar.

A terapia familiar enquanto processo e diálogo que se constrói com a família, mais do que oferecer soluções, mobiliza as suas próprias competências e capacidades de mudança, favorecendo o estabelecimento de laços emocionais mais abertos numa dinâmica familiar mais satisfatória.

A PSICOTERAPIA DE GRUPO.....

1- O QUE É A PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA DE GRUPO?

A psicoterapia psicanalítica de GRUPO tem princípios teórico-clínicos semelhantes aos da psicanálise e da psicoterapia psicianalítica INDIVIDUAL, destinando-se também ao tratamento de perturbações psicológicas, de problemas de personalidade/relacionamento e dos factores inconscientes que afectam todo o funcionamento mental do paciente.

Na psicoterapia psicanalítica de grupo, os grupos podem ter entre 5 a 8 elementos e as sessões têm a duração de 90 minutos, com uma periodicidade semanal (em alguns casos, dependendo das problemáticas em causa, pode ser quinzenal).

2- QUAIS SÃO AS VANTAGENS DE SER EM GRUPO?

Com a ajuda do terapeuta e dos outros participantes, a terapia de grupo permite descobrir, transformar e enriquecer o modo de Relacionamento Interpessoal de cada um dos membros. O grupo de terapia proporciona:

a) Sentimentos de conforto e amparo através de um ambiente de suporte, respeito e empatia.

b) Uma troca mútua e gratificante de experiências afectivas importantes, permitindo que cada indivíduo se observe, se reconheça e se re-invente na relação com os outros.

Em comparação com a terapia individual:

a) As pesquisas científicas demonstram que a terapia de grupo é, em alguns casos, mais eficaz para melhorar as relações e sintomas associados a certas patologias.

b) Em termos económicos, cada paciente pode pagar menos de metade e ter acesso ao dobro das sessões mensais.

3 - A QUEM SE DESTINA?

A pessoas com Disponibilidade Psicológica – ou seja, com disposição e motivação para:

a) Examinar os seus próprios sentimentos e comportamentos, para ouvir e ser ouvido num contexto de interacção afectiva.

b) E para alterar ou resolver os aspectos de si mesmo que lhe causam diversos graus de sofrimento e incapacidade.

Existem Grupos para crianças, adolescentes e adultos.

4- PARA QUE PATOLOGIAS?

Perturbações ansiosas, tais como fobias, pânico, stress, stress pós-traumático, etc.;
Perturbações depressivas e lutos (associados à perda de pessoas afectivamente significativas);
Perturbações psicossomáticas;
Perturbações ao nível da dinâmica conjugal e familiar e, de modo geral, ao nível das relações interpessoais (colegas de trabalho, de estudo, amigos, etc.);
E, de modo geral, para muitas outras problemáticas tratadas também através da psicoterapia individual - ver Psicoterapia Psicanalítica;

5- COMO FUNCIONA?

Há 3 passos essenciais:

Primeiro: É realizada uma primeira consulta: Consulta Inicial de Avaliação – nesta, o terapeuta ouve os motivos e compreende as motivações do paciente, ajuda a organizar os objectivos terapêuticos e avalia (em conjunto com o paciente) se a terapia de grupo é a opção mais adequada para resolver as dificuldades apresentadas.

Segundo: Realizam-se algumas Sessões de Preparação Individual (o número de sessões é combinado com o terapeuta em função da data previsível de entrada no grupo).

Aqui, são esclarecidas dúvidas, expectativas e receios iniciais; são fornecidas indicações concretas sobre como aproveitar o melhor possível a terapia de grupo; e são estabelecidas regras importantes, entre as quais a regra ética fundamental da confidencialidade (sigilo rigoroso sobre o que cada paciente revela no grupo), a ausência de contacto entre os pacientes fora do grupo, etc.

Terceiro: Início ou entrada no Grupo.

Importa sublinhar que existem algumas características especiais para que o Tratamento em Grupo seja bem sucedido: algumas delas incluem a necessidade de os elementos do grupo serem desconhecidos entre si antes de entrarem para o grupo, o não poderem estabelecer contactos fora do grupo, etc. Estas e outras características são enunciadas e explicadas pelo terapeuta na primeira sessão.

6- QUE RESULTADOS ESPERAR?

É legítimo esperar vários resultados significativos:

A) Cada membro do grupo, ao ouvir os outros e ao colocar-se no seu lugar, aprende a descobrir aspectos importantes sobre si mesmo – por exemplo: Como se comporta com os outros (quais os seus pontos fortes e fracos); como os outros o vêem realmente (tenso, afectuoso, indiferente, etc.); porque faz o que faz na relação com os outros (ou seja, entende as suas motivações profundas e verdadeiras).
B) O paciente torna-se uma melhor testemunha do seu próprio comportamento, e logo compreende melhor o impacto desse comportamento sobre os sentimentos e opiniões dos outros.
C) Compreende de que forma ele próprio é o autor e protagonista da sua história de vida e das suas relações com os outros. Sendo o protagonista, o paciente tem o poder de mudar os aspectos que o fazem sofrer.
D) Transforma os comportamentos e relações que lhe causam sofrimento, em novas maneiras de estar com os outros, mais gratificantes, com menos sofrimento e menos sintomas.
E) Gradualmente começa a arriscar essas novas maneiras de estar com os outros, não só no grupo, mas também no exterior: a ansiedade social diminui, aumentam a auto-estima e a confiança nas suas relações presentes e futuras.

A PSICOTERAPIA DE APOIO.....

O que é a Psicoterapia de Apoio?

A Psicoterapia de Apoio é uma forma de curar ou melhorar o indivíduo por métodos psicológicos. Os métodos psicológicos pode ser de relaxamento, encorajamento e apoio, de educação e reeducação, compreensão, entre outros.

Quais são os principais objectivos da Psicoterapia de Apoio?

- Restabelecimento rápido do equilíbrio psicológico;
- Adopção de medidas que visam o alívio dos sintomas;
- Reforço das defesas;
- Melhoramento da adaptação ao meio;
- Afastamento de pressões ambientais demasiado intensas;
- Promoção do crescimento emocional, ajudando a ultrapassar etapas do desenvolvimento;
- Promoção de autonomia;
- Consolidação de uma identidade própria;
- Estabelecimento de uma auto-imagem estável;
- Melhoria da capacidade de julgamento da realidade.

A PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL.....

É uma psicoterapia que está teoricamente ligada aos comportamentalistas Thorndike, Pavlov, Watson e Skinner. Chama-se Terapia Cognitivo-Comportamental porque junta 2 correntes que surgiram e se difundiram nos Estados Unidos entre as décadas 1950 e 1960: a corrente cognitiva, criada por Aaron Beck, e a corrente comportamental, criada por Frederic Skinner.

A corrente cognitiva parte do princípio de que a forma de como as pessoas percebem, significam e interpretam as suas experiências emocionais determina como elas irão sentir, pensar e agir. Logo, considera que grande parte das doenças psíquicas deve-se a percepções distorcidas da realidade.

O trabalho do terapeuta é corrigir essas distorções, trabalhando apenas as funções conscientes (sistema de crenças e distorções dos factos objectivos, incluindo de si mesmo e dos outros), deixando de parte o acesso aos conflitos inconscientes.

A corrente comportamental assenta nas concepções de "estímulo, resposta e reforço", e parte do princípio de que os comportamentos patológicos, originados por aprendizagens que promoveram distorções cognitivas, podem ser revertidos através de novas aprendizagens.

A Psicoterapia Cognitivo-Comportamental utiliza técnicas como a dessensibilização sistemática (que significa descondicionar antigos reflexos condicionados desadaptativos), a auto-monotorização (o terapeuta instrui o paciente a observar e registar as suas próprias reacções comportamentais), a reestruturação cognitiva (alterar de forma lógica as crenças e convicções do paciente), a exposição (enfrentar as situações específicas que dão origem a emoções negativas), etc.

Em resumo, a terapia cognitivo-comportamental tem uma base educacional, pois tenta educar ou ensinar o paciente acerca da sua própria patologia, bem como a corrigir as suas falhas de cognição e os seus comportamentos, para que possa adaptar-se melhor aos seus problemas.

A PSICOTERAPIA PSICANALÍTICA.....

1- O que é a Psicoterapia Psicanalítica?

É um método científico com mais de 100 anos de investigação e tratamento de perturbações psicológicas, de problemas de personalidade/relacionamento e dos factores inconscientes que afectam todo o funcionamento mental do paciente.

2- Quem realiza (psicólogo, psiquiatra)?

É realizada por um técnico que, para além da formação académica (psicologia, psiquiatria), é membro de uma Associação Psicanalítica com reconhecimento internacional, onde recebeu treino específico.

Para além disso, realizou ele próprio um tratamento psicanalítico pessoal enquanto paciente – esta é uma exigência de todas as Associações Psicanalíticas internacionais.

3- Como funciona?

Através de sessões regulares, o paciente e o terapeuta estabelecem uma relação de confiança e confidencialidade para investigar e resolver as verdadeiras causas das patologias, encontrar soluções para os problemas emocionais e promover o desenvolvimento da personalidade do paciente.

4- Como actua?

A acção real e efectiva da psicoterapia está hoje cientificamente comprovada – as aprendizagens profundas e a vinculação terapêutica produzem alterações biológicas a nível das sinapses cerebrais e dos circuitos neuronais (tal como foi mostrado por Eric Kandel, prémio Nobel da Medicina do ano 2000).

5- É diferente de outros métodos de tratamento?

As ciências médico-psicológicas sabem que tratar o sintoma sem resolver a causa da doença, resulta no aparecimento de outro sintoma pouco depois (é um sinal de alerta de que o problema persiste).

O tratamento psicanalítico não visa apenas tratar o sintoma, mas também resolver a causa – o objectivo é produzir resultados profundos e duradouros, e não o alívio temporário e ilusório dos sinais de alerta.

6- A quem se destina?

– Crianças – é vital detectar precocemente e resolver problemas psíquicos que na idade adulta são mais difíceis de tratar. Exemplos: perturbações do sono (insónia, terrores nocturnos, sonambulismo), da linguagem (dislexia, gaguez), do controlo esfincteriano (enurese, encoprese), do comportamento, e do rendimento escolar (medo da escola, bloqueio intelectual), etc.

– Adolescentes – são vulneráveis a factores de risco (crises amorosas, separações dos pais, etc.), mas a sua personalidade está ainda em formação, por isso é um período em que tudo pode ser perdido, mas em que ainda tudo pode ser ganho em termos de saúde mental. Destacam-se a depressão, a anorexia e bulimia, as toxicodependências e o suicídio.

– Adultos – têm normalmente mais facilidade em reconhecer sintomas e procurar tratamento para os problemas que os afectam.

7- Para que patologias é a mais adequada?

Para a Depressão, para alguns tipos de Psicose e para Patologias Psicossomáticas – ou seja, doenças somáticas em que os factores psicológicos são preponderantes: úlcera gástrica ou doudenal, hipertensão arterial, enfarte do miocárdio, problemas pulmonares, eczema, queda súbita de cabelo, etc.

As pessoas que procuram o tratamento psicanalítico referem também algumas das seguintes queixas: «timidez, solidão, inibição social, baixa auto-estima, ataques de pânico, fobias, dificuldades nas relações amorosas, sentimentos de vazio e inferioridade, dificuldade em ter prazer, descontrolo dos impulsos, comportamento auto-destrutivo, dificuldades no trabalho ou estudo, medo do fracasso...»

8- Pode ser realizada em conjunto com medicação?

Pode. Os medicamentos aliviam temporariamente os sintomas, mas a causa da perturbação persiste até ser encontrada e resolvida na psicoterapia.

9- Pode ser realizada em Grupo?

Sim. Existem grupos especializados para o tratamento da depressão, de perturbações de stress pós-traumático, de toxicodependências, fobia social, etc.

DIVISÃO DAS PSICOTERAPIAS.....

As Psicoterapias sub-dividem-se em Psicoterapia de Setting e em Psicoterapia de Apoio.


Psicoterapia de Apoio:

É um tipo de psicoterapia menos elaborada pois não tem um quadro teórico-clínico bem definido, sendo a maior parte das vezes realizada por um técnico de saúde mental (psicólogo, psiquiatra, etc.) sem uma formação técnica específica validada numa Associação ou Sociedade Científica de psicoterapia.

Tem um âmbito de aplicação mais generalizado, é muitas vezes aplicada em contexto institucional, sendo por vezes o ponto de partida para uma Psicoterapia de Setting.


Psicoterapia de Setting:

É, pelo contrário, estruturada por um quadro teórico-clínico bem definido, sendo realizada por um técnico de saúde mental que, para além da sua formação académica (psicologia clínica, psiquiatria, etc.), possui uma formação técnica específica validada numa Associação ou Sociedade Científica de Psicoterapia.

Assim, cada tipo de Psicoterapia possui um setting específico (ou seja, o tipo de espaço e a logística, a postura do terapeuta, os objectivos, frequência, duração, e características particulares da psicoterapia, etc.). Varios tipos: (ver os vários tipos de psicoterapia nos "arquivos disponíveis").

A IMPORTÂNCIA DO RELATÓRIO PSICOLÓGICO.....

O relatório psicológico que descreve e sintetiza a avaliação psicológica é de enorme importância porque dá a conhecer em traços gerais (ou de forma detalhada) a vida psicológica e as dinâmicas internas de uma determinada pessoa.

O relatório psicológico é um documento revelador da intimidade psicológica e por isso é estritamente confidencial e só deverá ser lido por pessoas devidamente habilitadas e com permissão prévia da pessoa avaliada.

O relatório psicológico que descreve e sintetiza a avaliação psicológica será redigido pelo psicólogo responsável pela avaliação para um destinatário específico. O destinatário do relatório deverá ser bem identificado no pedido de avaliação psicológica ou na 1ª entrevista.

Destinatários possíveis:

O próprio
Os pais
Professores e/ou Educadores
Médicos de Clínica Geral
Médicos Especialistas
Psicólogos
Psiquiatras
Pedopsiquiatras
Neurologistas
Pediatras
Assistentes Sociais
Juízes
Ministério da Educação
Ministério da Justiça
Comissão de Protecção de Menores
Advogados
Entidades Empregadoras

O relatório psicológico é um documento confidencial que fica sob a responsabilidade do destinatário. A pessoa (ou entidade) para quem o relatório foi redigido é responsável pela guarda do mesmo. Não mostre, nem dê a ler nenhum relatório de avaliação psicológica sem o devido consentimento da pessoa avaliada ou do responsável pela mesma.

A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA.....

A Avaliação Psicológica é uma das áreas da Psicologia mais importantes porque permite uma análise detalhada, objectiva e fidedigna da realidade psicológica de uma determinada pessoa sem exigir um acompanhamento muito prolongado.

A Avaliação Psicológica permite a compreensão aprofundada das diferentes dimensões do psiquismo com uma economia de tempo substancial.

* O relatório psicológico que descreve e sintetiza a Avaliação Psicológica é um instrumento fundamental para os técnicos de saúde mental que pretendem estabelecer um diagnóstico psicopatológico fidedigno e devidamente fundamentado.

* O relatório psicológico que descreve e sintetiza a Avaliação Psicológica é um auxiliar imprescindível para muitos professores e educadores que têm a preocupação de ajustar as suas formas de ensinar e educar às características específicas de determinada criança.

* O relatório psicológico que descreve e sintetiza a Avaliação Psicológica é uma ferramenta útil para quem quer perceber melhor como é e como pode vir a desenvolver áreas da sua personalidade que, por qualquer motivo, ficaram aquém do seu potencial.

A Avaliação Psicológica faz uso da Psicometria para a recolha objectiva dos dados, mas não se restringe a ela.

A Avaliação Psicológica é um processo complexo que passa por 5 momentos fundamentais:

1. Entrevista e recolha de dados anamnésicos:

A Entrevista é habitualmente o primeiro momento da avaliação psicológica. Nela, o psicólogo responsável pelo processo, fala com a pessoa (ou os pais, caso o sujeito da avaliação seja um menor) com o intuito de recolher informações sobre o motivo da avaliação psicológica, as expectativas face à avaliação, a história de vida, a história profissional (ou escolar), a história familiar, a história da vida amorosa e afectiva, a história clínica (médico-psicologica), etc.

A entrevista para além de dar lugar à recolha de informação anamnésica, permite também uma primeira avaliação das qualidades da linguagem, do pensamento, da ideação, da adequação afectiva e social.

Caso o cliente pretenda aderir ao nosso sistema de arquivo para posterior elaboração de novos relatórios adequados aos diferentes interlocutores, a Entrevista será gravada com qualidade digital e passará a fazer parte do processo do cliente.


2. Psicometria – Aplicação de provas e testes psicológicos:

Como base na informação recolhida na Entrevista, o psicólogo responsável pelo processo de avaliação, constrói ou selecciona uma bateria de testes, provas, questionários, etc., a realizar pelo cliente. Os testes serão realizados sob a orientação de um técnico de psicometria e supervisionados pelo psicólogo responsável. Pessoalmente prefiro a utilização de testes, provas, questionários, inventários, etc., que estejam devidamente traduzidos e aferidos para a população portuguesa, utilizando assim somente provas originais e devidamente autorizadas.

3. Análise e Interpretação de resultados:

Na posse dos dados anamnésicos e dos resultados das provas psicológicas realizadas, o psicólogo responsável pelo processo, procede à análise e interpretação dos mesmos. Caso persistam duvidas ou se observem resultados contraditórios, o cliente poderá ser novamente entrevistado e/ou sujeito a novas provas.

4. Construção do relatório psicológico:

O relatório psicológico é elaborado sempre para um destinatário. Considero que a utilidade do relatório é tanto maior quanto mais adequada for a linguagem ao destinatário. Neste sentido, poderei disponibilizar diferentes relatórios (tendo como base na mesma informação) consoante o leitor previsto. Considero que o cliente não tem particular vantagem em ter acesso a relatórios particularmente técnicos e que podem suscitar interpretações erradas, pelo que os meus relatórios técnicos são entregues directamente aos técnicos que os solicitam.

De acordo com esta lógica elaboro relatórios para:

O próprio – No caso de ser um adulto que tenha solicitado a avaliação para esclarecimento próprio.

Os pais – No caso de se tratar de uma criança ou de um adolescente e o pedido tenha sido efectuado pelos pais por iniciativa dos mesmos. Reservo-me ao direito de não realizar avaliações psicológicas a crianças se entender que existe risco de violação dos direitos dos menores.

Os professores ou educadores – Os relatórios para professores e/ou educadores serão dirigidos a um professor ou educador especifico e os pais deverão apresentar ao psicólogo responsável uma carta devidamente assinada (com a identificação reconhecível e forma de contacto) pelo professor ou educador a solicitar o mesmo e acompanhada de uma pequena carta que exponha a pertinência da avaliação no entender do professor.

Organismos/Instituições Públicas - Relatórios de Avaliações Psicológicas especificas e solicitados pelos tribunais, juntas médicas (para processos de reforma antecipada), pelo ministério da educação, etc.

Organismos/Instituições Privadas – Relatórios de Avaliações Psicológicas solicitados por empresas para avaliação de competências, despiste psicopatológico ou perfil de personalidade. A execução destas avaliações psicológicas pressupõe a completa concordância do funcionário e sujeito da avaliação.


5. Entrevista de Devolução:

O último momento da avaliação psicológica é a entrevista de devolução. Nesta entrevista, habitualmente de curta duração, o psicólogo responsável pelo processo de avaliação entrega ao cliente o relatório elaborado, explica as opções tomadas e esclarece todas as dúvidas que possam surgir.

A PSICOTERAPIA.....

A Psicoterapia é um método científico de tratamento psicológico da patologia apresentada pelo paciente. É um plano de intervenção que trabalha os aspectos emocionais e relacionais, promovendo o bem-estar psíquico e a adaptabilidade emocional / saúde mental.

Desta forma, o sujeito é encarado como um todo, com todas as suas vivências, exclusivas da sua singularidade e da situação concreta que está a viver, prevenindo ou intervindo em situações de crise.

Uma Psicoterapia é uma experiência que transforma; podemos sair dela sem o sofrimento do qual nos queixávamos inicialmente, mas ao custo de uma mudança. Na saída, não somos os mesmos sem dor; somos outros, diferentes.

Assim, ao nível da Psicoterapia, disponho dos seguintes serviços:

* Terapia Individual;
* Terapia de Casal;
* Terapia Familiar;
* Terapia de Apoio;
* Terapia de Grupo.

A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA.....

A Avaliação Psicológica consiste na utilização e aplicação de provas que permitem identificar as maiores dificuldades e capacidades do indivíduo, estabelecendo um diagnóstico concreto e um plano terapêutico para a resolução da problemática.

Desta forma, permite uma análise detalhada, objectiva e fidedigna da realidade psicológica e das diferentes dimensões do psiquismo de um indivíduo, sem exigir um acompanhamento muito prolongado, com uma economia de tempo substancial.

É um processo complexo que passa por 5 fases: Entrevista e Recolha de Dados Anamnésicos; Aplicação de Testes Psicológicos; Análise e Interpretação de Resultados das Provas Psicológicas; Construção do Relatório Psicológico; e, Entrevista de Devolução dos Resultados dos Testes Psicológicos. (
Nota: as 5 fases encontam-se descritas em pormenor na secção de "arquivos disponíveis" em "a importância da avaliação psicológica").

Assim, ao nível da Avaliação Psicológica, disponho dos seguintes serviços:

* Avaliações Cognitivas / Intelectuais;
* Avaliações de Personalidade;
* Avaliações Neuropsicológicas;
* Avaliações para Verificação de Incapacidades para Protocolos de Reforma;
* Avaliações para Psicodiagnóstico / Despiste Psicopatológico;
* Avaliações de Orientação Vocacional, Escolar e Profissional;
* Avaliações Psicológicas Globais.

A PSICOLOGIA CLÍNICA.....

A Psicologia Clínica é a ciência que estuda o desenvolvimento e os processos comportamentais e psicológicos dos indivíduos, compreendendo a totalidade do seu funcionamento mental.

O objectivo principal visa proporcionar um maior conhecimento sobre o próprio e, com isso, perceber as causas do seu sofrimento e a melhor forma de superá-lo.

O Psicólogo Clínico tem, por isso, como finalidade promover o bem-estar físico e psicológico, dando resposta a várias problemáticas do foro psicopatológico, devolvendo à pessoa a liberdade e o crescimento interno necessários para ultrapassar as suas dificuldades.

Em muitos casos, o mal-estar psicológico é acompanhado por queixas de índole física, que aparecem como expressão do sofrimento psíquico…...sofrimento psíquico que é trabalhado numa terapia única e específica para cada indivíduo.

A Consulta de Psicologia Clínica subdivide-se em 2 funções principais: a Avaliação Psicológica e a Psicoterapia.